Gabriel propõe maior programa de irrigação da história do RS para proteger lavouras das estiagens

Gabriel e Ernani explicam a relação das estiagens com a queda do PIB./ Foto: Joel Vargas

Meta é ampliar de 4% para 20% a área irrigada de soja, com mais de 1 milhão de novos hectares e R$ 21,7 bilhões em investimentos privados

O candidato ao governo do Estado Gabriel Souza (MDB) apresentou, nesta quinta-feira (3/9), a proposta de criar o maior programa de irrigação da história do Rio Grande do Sul. Ao lado do candidato a vice-governador Ernani Polo (PSD), Gabriel detalhou, em transmissão pelas redes sociais, um conjunto de medidas para ampliar a irrigação e o manejo do solo, protegendo as lavouras e a economia gaúcha dos efeitos das estiagens.

Desde 2003, o Rio Grande do Sul enfrentou sete grandes estiagens. Em quase todas, a queda da produção de grãos foi acompanhada pelo recuo da economia estadual. Para Gabriel, enfrentar essa relação é fundamental para garantir mais estabilidade ao Estado. “Não tem como resolver o problema da economia gaúcha sem enfrentar os efeitos das estiagens. Os gaúchos sabem trabalhar, produzir e inovar. O que precisamos é proteger as lavouras para que o clima não continue derrubando a produção, a renda e o crescimento do Rio Grande”, afirmou.

A proposta prevê a ampliação de programas que já estão em execução. O Irriga+ destinou R$ 84 milhões em incentivos públicos, ajudou a viabilizar 1.920 projetos e mobilizou mais de R$ 660 milhões em investimentos privados. Entre 2023 e 2026, foram incorporados 33 mil novos hectares irrigados. Já a Operação Terra Forte disponibilizou R$ 300 milhões para recuperar, conservar e descompactar o solo, beneficiando 15 mil produtores da agricultura familiar.

Mais de 1 milhão de novos hectares irrigados

A meta de Gabriel e Ernani é elevar a área irrigada de soja dos atuais 254 mil hectares, pouco menos de 4% do total, para 1,34 milhão de hectares, chegando perto de 20%. A expansão representa aproximadamente 1,09 milhão de novos hectares irrigados e deverá mobilizar R$ 21,7 bilhões em investimentos privados, a partir de uma subvenção pública estimada em R$ 3,25 bilhões.

Os recursos deverão vir da prorrogação do Fundo de Reconstrução do Rio Grande do Sul, o Funrigs. Gabriel pretende defender junto ao próximo presidente da República, independentemente de quem seja eleito, que os valores atualmente destinados ao pagamento da dívida com a União continuem no Estado e sejam aplicados em ações estruturantes. A proposta inclui a ampliação da irrigação, da reservação de água, da energia no campo e dos programas de recuperação e descompactação do solo.

Recursos para implantação do programa virão da prorrogação do Funrigs. /Foto: Joel Vargas

“Não estamos falando em começar do zero. Já criamos os programas, sabemos como fazer e temos resultados concretos. Com a prorrogação do Funrigs, vamos ganhar escala, chegar a mais produtores e transformar a proteção das lavouras em uma política permanente”, explicou Gabriel.

Agricultor e ex-secretário estadual da Agricultura, Ernani destacou que um solo bem manejado absorve e conserva mais água, reduzindo as perdas nos períodos de seca. “Queremos intensificar o que está dando certo e construir esse trabalho junto com os produtores. Quem conhece o campo sabe que irrigação, energia e cuidado com o solo precisam caminhar juntos”, disse.

A proposta integra o plano de governo da coligação Nosso Rio Grande Não Para, formada por MDB, PSD e Federação Renovação Solidária (PRD e Solidariedade).