
“ Nós viabilizamos o Rio Grande de novo e agora, sim, o Rio Grande pode ainda mais”, afirmou Gabriel durante o ato em Porto Alegre / Foto: Joel Vargas
O MDB, partido protagonista da luta democrática, promoveu mobilização coordenada em centenas de municípios do Rio Grande do Sul em alusão ao “Dia do 15”, nesta terça-feira, 15 de setembro. Junto aos partidos da coligação, PSD e Federação Renovação Solidária, foram realizadas caminhadas, carreatas, mateadas, adesivaços e bandeiraços em 100% das regiões do Estado. A mobilização, comandada pelo Comitê Central de campanha – além de marcar o número da legenda de Gabriel Souza como candidato a governador –, também serviu como reflexão sobre a atual conjuntura política, social e jurídica do País.
Em Porto Alegre, o ato ocorreu junto à Ponte de Pedra, na Praça dos Açorianos, com a presença do governador Eduardo Leite (PSD) e dos candidatos ao Senado Germano Rigotto (MDB) e Frederico Antunes (PSD). Diante da militância, Gabriel convocou os apoiadores a intensificar o corpo a corpo nas ruas e a mobilização nas redes sociais até o primeiro turno, em 4 de outubro.
“Agora chegou a hora que nós vamos dividir as campanhas entre aquelas que têm militância e aquelas que não têm militância”, afirmou. O candidato pediu que cada apoiador converse com familiares, vizinhos e colegas de trabalho, compartilhe as propostas e incentive outras pessoas a participar. “Nós não temos mais tempo a perder”, reforçou.
Gabriel ainda pediu votos para as chapas de deputados estaduais e federais da coligação e reforçou que cada eleitor poderá escolher dois nomes para o Senado. Ao defender Rigotto e Frederico, criticou a situação política em Brasília. “Para corrigir essa vergonha, nós precisamos melhorar a qualidade da bancada do Rio Grande lá em Brasília”, afirmou.
O vice-governador também destacou o orgulho de integrar o governo ao lado de Eduardo Leite e defendeu novos avanços para o Estado. Entre as ações citadas, estão os uniformes escolares, o 14º salário dos professores, o SUS Gaúcho, a devolução de parte dos impostos às famílias de menor renda e os programas de apoio às pessoas com autismo, proteção animal e acesso à moradia.
Eduardo Leite também manifestou apoio à chapa. “No dia 15 estamos aqui pra deixar muito claro pro nosso Rio Grande que é 15 que a gente vai digitar na urna no dia 4 de outubro”, declarou.
STF
Germano Rigotto, ex-governador e líder histórico do MDB, também abordou a crise no Supremo Tribunal Federal (STF). Antes do seu discurso, convocou uma vaia do público presente. “Essa vai para o STF, pela demonstração de corporativismo. De colocar pano em cima de onde não deve”, disse Rigotto.

Defensor de mudanças drásticas no sistema atual da Corte, afirmou que acompanha incrédulo os desdobramentos da crise que tem no seu centro o ministro Alexandre de Moraes, cujo nome está envolvido em graves denúncias de corrupção ligadas ao caso do banco Master.
Rigotto sustentou a abertura imediata de investigação e afastamento de Moraes do cargo. Garantiu que caso isso não ocorra agora, no Senado, trabalhará fortemente pelo impeachment. O que está acontecendo no Supremo é uma vergonha para a nação”, pontuou.
Crítico da atual forma de indicação nos ministros do Supremo, das decisões monocráticas e do tempo em que permanecem no cargo, ele entende que se houver forte mobilização popular, as resistências às mudanças no Judiciário tendem a ser superadas.
Rigotto propõe, por exemplo, que as indicações para o STF ocorram através de uma lista sêxtupla, sendo dois nomes sugeridos pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), dois pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e dois pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Destes, caberia ao Senado escolher três e, somente ao final deste processo, o presidente da República decidir.
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