
Gabriel fala sobre avaços na área de ciência e tecnologia e projetos futuros./Foto: Joel Vargas
O candidato ao governo do Estado Gabriel Souza (MDB) participou, nesta terça-feira (15/9), do painel “A Ciência do Futuro e o Futuro da Ciência no Rio Grande do Sul”, promovido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS), no campus da Unisinos, em Porto Alegre. O encontro reuniu representantes da comunidade científica, tecnológica e de inovação do Estado para apresentação de propostas voltadas à agenda de Ciência, Tecnologia e Inovação no período 2027–2030.
Durante a apresentação, Gabriel defendeu a criação de um conselho assessoramento formado por universidades gaúchas para auxiliar o governador em temas estratégicos de longo prazo.
“Quero contar com as universidades gaúchas de forma ainda mais próxima. Muitas vezes, temas que estão sendo discutidos na academia não chegam com a mesma força à agenda diária do governo. Por isso, quero criar um conselho de alto assessoramento com as universidades, para que o governador tenha um espaço permanente de escuta, reflexão e construção de soluções para além do dia a dia da gestão”, afirmou Gabriel.
O candidato destacou que o Rio Grande do Sul possui uma das estruturas mais qualificadas do país em ciência, tecnologia e inovação, com universidades públicas, privadas e comunitárias, institutos federais, parques tecnológicos, polos de inovação, incubadoras, startups e pesquisadores de excelência. Para Gabriel, esse potencial precisa estar no centro da estratégia de desenvolvimento econômico, social e ambiental do Estado.
“A ciência, a tecnologia e a inovação não podem ser vistas como áreas isoladas do governo. Elas precisam estar no centro da estratégia de desenvolvimento do Rio Grande do Sul, ajudando a gerar novos negócios, emprego, renda e soluções para os grandes desafios do Estado”, disse.
Gabriel lembrou que, entre 2021 e 2025, o Estado investiu R$ 760 milhões em inovação, ciência e tecnologia. Apenas em 2025, foram R$ 360 milhões entre Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Estado (Sict) e Fapergs, o maior montante já destinado à área e cinco vezes superior à média anual da última década. Segundo ele, o próximo passo é garantir mais estabilidade, previsibilidade e crescimento sustentável dos recursos destinados à FAPERGS e à política estadual de CT&I.
Na área de formação e retenção de talentos, Gabriel citou programas como o Professor do Amanhã, voltado à formação de novos docentes em cursos presenciais de licenciatura, e o RS Talentos, criado para formar profissionais em áreas estratégicas, especialmente carreiras tecnológicas. O candidato também relacionou a agenda de ciência e inovação à proposta do Profissão na Mão, que prevê a criação de 80 mil novas vagas de ensino técnico no Rio Grande do Sul.
O candidato também anunciou a intenção de criar editais específicos para mulheres pesquisadoras e inovadoras, por meio da Fapergs e da Sict. Segundo Gabriel, embora as mulheres tenham forte presença na academia, essa participação ainda não se traduz de forma proporcional no acesso a recursos de fomento, liderança de projetos, startups e negócios inovadores.
Gabriel encerrou o painel reforçando a importância do papel da inovação no enfrentamento de desafios estruturais e na abertura de novas frentes de desenvolvimento econômico.
“O futuro do Rio Grande do Sul passa por usar a nossa capacidade de inovação para gerar novos produtos, novos negócios e novas oportunidades. Cada real investido em ciência, tecnologia e inovação tem potencial de voltar multiplicado para a sociedade, aquecendo a economia, criando empregos e preparando o Estado para os desafios dos próximos anos”, concluiu.