
Gabriel reforçou suas propostas para o futuro do Rio Grande do Sul em mais um debate da reta final da campanha. /Foto: Joel Vargas
O candidato ao governo do Estado Gabriel Souza (MDB) usou os dois últimos debates do primeiro turno para apresentar propostas para um próximo ciclo de governo e defender os avanços registrados nos últimos anos no Rio Grande do Sul. Na RBS TV, na terça-feira (29/9), e no debate promovido pela Rádio Guaíba, Correio do Povo e Amrigs, nesta quarta-feira (30/9), saúde, educação, segurança, reconstrução, infraestrutura e proteção animal estiveram entre os principais temas abordados.
Gabriel sustentou que o Estado superou problemas que dominavam o debate eleitoral há quatro anos, especialmente na área fiscal, e que agora precisa avançar a partir dessa nova realidade. Ao mesmo tempo, defendeu que a disputa estadual permaneça concentrada nos desafios dos gaúchos, sem ser reduzida à polarização nacional.
“Quero estar no segundo turno para discutir o Rio Grande do Sul, aquilo que está funcionando, aquilo que precisa melhorar e aquilo que ainda precisa ser feito”, defendeu.
Na saúde, assumiu o compromisso de zerar as filas do SUS no primeiro ano de governo e anunciou a intenção de aplicar mais R$ 5 bilhões no SUS Gaúcho ao longo da próxima gestão. Entre as medidas apresentadas está a abertura, nos primeiros 100 dias, de novos credenciamentos para clínicas, policlínicas, hospitais e hospitais-dia que hoje não atendem pelo sistema público. Gabriel também citou os 110 mil pacientes que, segundo ele, já deixaram as filas após a implantação do SUS Gaúcho.
Na educação, defendeu reajustes anuais aos professores conforme o Piso Nacional do Magistério, incluindo aposentados, e apresentou novamente o Profissão na Mão, proposta que prevê 80 mil novas vagas de ensino técnico. Também defendeu a progressão parcial como instrumento para combater a evasão e permitir que alunos com dificuldades em algumas disciplinas recuperem o conteúdo sem repetir integralmente o ano letivo.

Na segurança, Gabriel apresentou como base para os próximos quatro anos a continuidade dos investimentos em efetivo, equipamentos, inteligência e integração das forças policiais. Também defendeu ampliar a investigação especializada para enfrentar golpes e fraudes digitais e fortalecer programas que combinem segurança pública com ações sociais e urbanísticas em comunidades.
A reconstrução e a prevenção de novos desastres climáticos também tiveram espaço nos debates. Gabriel citou o Plano Rio Grande e projetos de proteção contra enchentes, incluindo aproximadamente 150 quilômetros de novos diques. Ao tratar do tema, afirmou que a execução das obras exige planejamento técnico e articulação entre Estado, União e municípios.
Médico veterinário, Gabriel também colocou a proteção animal entre as prioridades de um eventual governo. Citou o Fundo Estadual de Bem-Estar e Proteção Animal e defendeu ampliar os recursos para castrações, combate à esporotricose, retirada de cavalos de carroças em grandes centros urbanos e apoio a entidades, protetoras e protetores independentes.
Nas considerações finais, o emedebista reforçou que sua candidatura busca chegar ao segundo turno como uma alternativa à reprodução da disputa política nacional no Estado.
“Há quatro anos, neste mesmo momento da eleição, discutíamos um Estado mergulhado numa crise fiscal. Hoje discutimos como o Rio Grande pode fazer mais. Isso só é possível porque o Estado voltou a ficar de pé. Agora quero o voto de confiança dos gaúchos para avançarmos ainda mais”, afirmou.