
Crédito da foto: Joel Vargas
O candidato ao governo do Estado Gabriel Souza apresentou, nesta segunda-feira (10/8), propostas para fortalecer a agricultura familiar e preparar o campo para os desafios dos próximos anos. Durante encontro promovido pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Gabriel destacou como prioridades a ampliação da proteção contra eventos climáticos, o incentivo à irrigação, a formação técnica dos jovens e novas políticas de habitação e sucessão rural. O deputado estadual e candidato a vice-governador, Ernani Polo, acompanhou Gabriel no encontro. Os candidatos ao Senado, Germano Rigotto e Frederico Antunes também participaram da reunião.
Gabriel propôs ampliar, a partir de 2027, o fundo estadual de proteção contra eventos climáticos para alcançar também o meio rural e ajudar a viabilizar mecanismos de seguro agrícola. “A gente não pode deixar o produtor assumir praticamente sozinho os riscos climáticos aos quais está exposto. Precisamos construir uma política pública robusta para proteger quem produz”, afirmou Gabriel.
O vice-governador também defendeu ampliar os subsídios para irrigação e dar continuidade, com mais escala, a programas como o Terra Forte. Segundo dados apresentados pela Fetag-RS, a agricultura familiar responde por cerca de 40% do Valor Bruto da Produção agropecuária gaúcha.
Jovens no campo
Outro eixo apresentado foi a permanência dos jovens no meio rural. Gabriel chamou a atenção para o envelhecimento da população do campo e destacou o fato de que apenas 2% dos agricultores familiares têm menos de 25 anos, conforme os dados apresentados pela diretoria no encontro.
Entre as propostas está a expansão do ensino técnico ligado às vocações de cada região. A ideia é aproveitar os recursos que serão disponibilizados por intermédio do Propag para ampliar a oferta de formação profissional durante e após o Ensino Médio, por meio da rede estadual e de parcerias com instituições já existentes.
Gabriel também citou cursos voltados à agroindústria, produção de alimentos, leite, vitivinicultura e outras atividades relacionadas às cadeias produtivas locais. “Queremos que o jovem possa terminar o Ensino Médio com uma profissão e enxergar perspectiva de renda e de futuro onde nasceu. Não basta falar em sucessão rural se não dermos condições para que ele queira permanecer no campo”, destacou.
Ao falar sobre o próximo governo, Gabriel afirmou que pretende preservar os avanços dos últimos anos, mas incorporar novas prioridades. “Eu não quero fazer uma terceira edição do governo Eduardo Leite. Quero fazer a primeira edição do governo Gabriel e Ernani. Conhecemos a máquina pública, sabemos o que foi feito e sabemos o que precisamos fazer mais.”